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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Até hoje eu me pego pensando. Não sei se em você, mas muito mais pela forma como ocorreu. Três anos se passaram e eu nunca senti algo parecido.
Dois fatos contraditórios se evidenciaram: eu descobri que o amor existe. Mas, depois que acabou, o sentimento continuou, e nada nunca foi parecido com ele. E o outro fato: existe amor pela segunda vez?
Hoje ele está amortecido. Digamos que guardado em algum lugar do meu coração, com muita areia por cima, como se fosse uma caixa escondida e coberta, com muito medo de trazê-la à tona, desconfiada de que ainda possa achar vida dentro dela.
E eu sinto, sim, muita falta. Porque foi tão verdadeiro. Meu sorriso nunca foi tão sincero e o ''eu te amo'' nunca foi tão intenso. Tenho guardado até hoje as cartas, algumas conversas... E as fotos acabaram se perdendo. Mas na minha memória eu tenho fotos de cada momento. Não queria esquecê-las, mas queria seguir em frente. Como se fosse algo bom de se recordar, e na verdade é, mas não que fosse algo que ao mesmo tempo me impedisse de continuar.
Se não for pra vir outra vez à tona, que me deixe livre. Que não fique este ponto de interrogação toda vez que eu penso em você.
Não precisa o tempo voltar. Mas algumas coisas que ficaram no passado poderiam se estender para o presente. E para o amanhã, e para o infinito...
E, quem sabe, de volta você.


*feito em: 19/05/11

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ouvir você dizendo que me ama e que precisa dos meus carinhos de novo era tudo o que eu queria agora.
E ter você aqui, pertinho de mim, me esquentando nesta noite tão fria.
Vendo um filme, comendo pipoca, conversando, rindo... Ou talvez somente olhando um para o outro com olhares completamente apaixonados.
Como naquele dia, lembra? O dia em que eu passei anestesiada e feliz da vida por tudo o que aconteceu.
Foi um dia difícil pra mim, mas ele foi resumido como bom só por causa de você.
Ao som daquela música, eu sinto a coragem pra avançar toda a dificuldade e chegar onde você está.
Aliás, aonde você está agora? Em qual mundo você tem vivido? Eu quero ir para este mundo também.
E é engraçado conviver com você todos os dias e não saber sobre o mundo em que você vive. Você sempre me falou sobre as coisas que não gosta, mas nunca me contou sobre as que gosta.
Vem, se aproxima mais... deixa eu te mostrar que pode ser diferente. Eu te garanto, não vai doer. Eu te levo pra onde é seguro. E te faço feliz, pois te amo como nunca amei ninguém!
Tá chovendo...  Eu achei a oportunidade perfeita para escrever tudo o que eu tenho carregado aqui dentro sobre você. (Você, mais uma vez). Não sei porquê, mas gosto de escrever junto ao som harmonioso da chuva.
Eu ainda tenho as suas cartas guardadas... Não tive coragem de jogá-las fora. Elas já estão amarelas e um pouco rasgadas nas dobras, pois já se passaram alguns anos. Exatamente 3 anos.
É incrível. Tanta coisa em minha vida mudou nos últimos três anos, mas as coisas em relação a você nunca mudaram. São as mesmas sensações de quando eu te vejo, te ouço e te sinto perto de mim.
Os mesmos arrepios, os mesmos friozinhos na barriga.
Eu sinto as mesmas sensações que eu sentia na época quando escuto aquela música. A música que era o despertador pra todas as manhãs que eu acordava e ia te ver. E eu acordava feliz. Dava um salto da cama, me arrumava cooorreeendo e ia ao seu encontro. Antes eu tinha dúvidas em falar, mas o tempo me fez confirmar que foram os melhores momentos até hoje. Eu nunca vou esquecer. Nunca, nunca, nunca.
Tenho aqui também a carta que eu nunca tive coragem de te entregar. Não encontrei nenhum momento propício para isso... E talvez eu nunca encontre.
Muita coisa é diferente hoje, nossos caminhos são completamente diferentes. Eu não sei se vou amar alguém como eu aprendi a amar você. Ou quem sabe a gente se encontre de novo em uma das esquinas inesperadas da vida.
Eu quero você assim, mesmo se mostrando seguro quando na verdade é confuso. Mesmo tendo alguns defeitinhos... Mas sabe, eu acredito que o amor é isso mesmo: reconhecer os defeitos do próximo e, ainda assim, amá-lo.
E eu te amo, do jeito que você é.

sábado, 18 de junho de 2011

E você apareceu, mais uma vez, quando tudo já estava arrumado.
Ou talvez não estivesse tão arrumado assim... Já que conseguiu desarrumar com tanta facilidade.
(?)
É, acho que só eu entendo mesmo...

Mas eu não sei o que me leva até você. Eu não sei o que há em você que eu admiro tanto... O que me faz te olhar diferente? Você não é tão diferente das outras pessoas para eu te enxergar assim. Você não explica a causa dos meus suspiros incontroláveis.
O que você desperta em mim é encantado demais para que aqui saiam palavras de incoformação. Talvez não seja você que me cause isto, e sim o que eu sinto por você. Eu não aceito, de forma nenhuma, ter que me entregar a atitude apaixonada demais de ter que me transportar até você, de qualquer forma, até a forma que mais doa em mim. Eu não aceito.
Eu já tinha esquecido como era esse coisa de querer alguém mais do que a si mesmo. De querer se dar por completo, e se entregar, até o ponto em que você se cansa de tudo, mas se recompõe em dois segundos, porque não quer viver longe daquela pessoa que você ama. (Não, não ama... Isto não é amor, eu sei).
Mas enfim... eu só queria me cansar eternamente de você. O problema é que você é tão encantador que eu não consigo...!
E eu sei que podia te escrever bem melhor do que essas linhas tortas, mas é assim que as palavras saem quando elas tem  urgência e desespero.